30.4.05

Comprei uma panela para fazer fondue.
Sempre quis uma panela de fazer fondue e companhia para o fundue.
Hoje eu tenho.
Fondue, cobertor, vinho e a melhor companhia.


28.4.05

Acarinho coração com palavras, olhos com beijos. Seguro firme tua mão, sinto-me segura. Calma boa, sonhos doces, brilho nos olhos - um brilho sem fim, brilho de sol. Gosto de brincar de ser sol, de aquecer, de procurar, de (re)nascer toda manhã. Gosto dos dias e do futuro, da esperança de dias bons. Da certeza dos muitos sorrisos, dos muitos abraços, afagos, colos e ninhos que faço em ti.
Sou hoje como flor pequena e amarela, te esperando passar para exalar meu melhor perfume. Sou como pássaro pousado em galho de árvore, a entonar meu melhor canto, que é sempre uma nova declaração de amor.
Minhas raízes de flor estão plantadas no terreno do teu coração.


16.4.05

Contruo-me hoje em leituras, em palavras, numa sopa de letras que não degusto. Cresço quando sobe o sol no céu. Sonho alto, na altura de nuvens que parecem sobremesa, linda, sobre a mesa atrás da vitrine. Comida para os olhos. Volto às leituras, que me saciam mas não matam a fome que me consome. Desço um pouco como sol em fim de tarde. Minha preguiça é o que não quero. Um cobertor, a janela - fechada, para que não entrem ruídos que se fazem na rua. Meu silêncio e a caneta. Busco palavras, escrevo leituras, deito, construo. Sou inteira feita de desejos.

11.4.05

Quando na rua sentires um raio de sol beijar teus lábios... sou eu.

7.4.05

Saiu mais uma matéria sobre o filme da Mara. Como sou a jornalista responsável por toda a divulgação (além de fã incondicional) desse trabalho, e também porque adorei a matéria de hoje, copio aqui pra que todos leiam, já que ela "entra" mais no espírito do filme, digamos, e pode dar uma noção melhor sobre ele (para deixar todos doidos para assistirem). :)
A matéria é de um querido amigo, Luiz Christiano, e saiu na capa do carno Anexo do jornal A Notícia de hoje.

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CINEMA LITERÁRIO
Estudante catarinense recebe R$ 30 mil do Ministério da Cultura para realizar curta-metragem sobre a formação da escritora Urda Alice Klueger

A estudante de cinema Mara Salla é um dos cinco contemplados pelo prêmio provido pelo Ministério da Cultura para trabalhos de conclusão de curso na área. Com o resultado, divulgado esta semana, Mara terá R$ 30 mil à disposição para parte da produção de "Por Causa do Papai Noel", curta-metragem baseado na obra da escritora blumenauense Urda Alice Klueger que pretende concluir em agosto.
O namoro entre a literatura e a tela são duas fortes paixões da estudante - na verdade, uma experiente diretora à espera do diploma, que deve vir em julho, após a conclusão do filme. A produção traz a história de como Urda se encantou com a literatura, quando acidentou-se de bicicleta e ficou sem poder andar por um tempo. Durante esse tempo, sentava-se sobre uma toalha no jardim da casa e lia páginas e páginas de livros. "Entre 12 e 13 anos, Urda não lia por autor preferido ou por obra, mas pela seqüência da prateleira", conta Mara, sobre a fome literária da escritora homenageada.
"O filme mostra a importância do livro na vida de uma pessoa e se estende para a abertura dos rumos que todos têm quando se relacionam com eles", sintetiza, lembrando que foi assim - mergulhada na literatura, enquanto os ferimentos da queda de bicicleta não lhe deixavam andar - que Urda entrou nos caminhos das letras.
Como se não bastasse a trilha de sucesso, Mara conta que a escritora mostrará sua criatividade também na tela, interpretando uma professora. "A importância dela é total, sempre me deu carta branca para a adaptação, eu era incentivada a criar algo diferente o tempo todo", não cansa de elogiar a cineasta e estudante.
A captação de imagens deve começar ao fim de maio e ocorrerão em São Pedro de Alcântara, terra de colonização alemã, semelhante à Blumenau da infância de Urda. Para acertar o local das filmagens, Mara valeu-se de sua polidez e diplomacia, além de uma boa pitada de "cara-de-pau". "Quando achava uma casa que tinha a ver com o que eu queria, batia na porta e pedia para usar no filme", revela a estratégia, não se esquecendo de citar a receptividade generosa de moradores do município.


CRIAÇÃO

"A idéia nasceu numa disciplina ministrada no curso pela professora Tatiana Lee, quando manifestei a vontade de exercitar a adaptação. Acabei conhecendo a escritora meio que por acaso, pelas páginas do jornal, escrevi por e-mail relatando da vontade de fazer a adaptação de uma obra dela", esmiúça sobre a origem do projeto.
Após alguns contatos, Urda enviou a Mara os livros "No Tempo das Tangerinas" e "Contos de Natal e Histórias da Minha Avó". "Escolhi `Por Causa do Papai Noel` porque tinha brechas para a criação. Não é uma adaptação literal", esclarece.
Os planos, no entanto, só se firmaram após consultar a professora e cineasta Cláudia Aguirre, que a orienta no trabalho de conclusão do curso. "Embora esteja trabalhando há dois anos no projeto, foi na orientação que aprofundei. Se ganhei o prêmio foi graças ao apoio de Cláudia", lembra.


VERBA

Os R$ 30 mil são destinados à compra de filme, revelação e ampliação. A verba é promovida pelo Programa de Apoio à Produção de Trabalhos de Conclusão de Cursos de Cinema e Audiovisual 2004, realizado em parceria com o Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual (Forcine).
O restante dos recursos deve ser provido de outras formas, inclusive com apoio da universidade. "Vou ficar batendo na porta de empresários", avisa.


5.4.05

Ontem o dia fechou com uma notícia maravilhosa. O projeto "Por Causa do Papai Noel", de quem falei ontem, no post abaixo, ficou entre os cinco finalistas de um edital do MinC, e poderá ser feito em película. Este é o projeto de conclusão de curso dela, cuja equipe integro, e agora poderá ser feito em película.
Abaixo a matéria que saiu hoje no Jornal de Santa Catarina sobre o filme.

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Das páginas para o vídeo
Crônica da escritora blumenauense Urda Klueger inspira roteiro premiado - Por Magaléa Mazziotti

O que um livro pode fazer com o leitor? As possibilidades são infinitas. No caso da estudante de Cinema do 8º período da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Mara Salla, o encantamento pela obra da escritora blumenauense Urda Alice Klueger será transformado em filme. E não um filme qualquer. O roteiro, uma adaptação da crônica Por Causa do Papai Noel, conseguiu figurar entre os cinco premiados pelo Programa de Apoio à Produção de Trabalhos de Conclusão de Cursos de Cinema e Audiovisual 2004, do Ministério da Cultura. Os premiados receberão uma verba de R$ 30 mil.

Independente do resultado, Mara Salla iria gravar a história. Dentro do cronograma da estudante, as gravações do filme estão marcadas para os dias 21, 22, 23 e 24 deste mês, em São Pedro de Alcântara. O município foi escolhido por lembrar a Blumenau dos anos 60. Além disso, o município é mais próximo de Florianópolis, o que implica em reduções de custo do projeto. Segundo a estudante, todos os envolvidos com o filme (da escritora ao município de São Pedro de Alcântara) estão contribuindo para o sucesso do filme. "É um projeto encantado, estou muito feliz com todo o apoio que tenho recebido", destaca. Para retribuir o apoio, Mara Salla planeja lançar o filme ao ar livre em Blumenau e em São Pedro de Alcântara. "Na película será mais fácil projetar", comemora a estudante.

Outros projetos

Mara Salla, 36, é uma gaúcha de Arvorezinha, interior do Rio Grande do Sul. Veio para Santa Catarina, morar em Florianópolis, em 1987, onde vive até hoje. Já trabalhou como cinegrafista e teve uma produtora que fazia vídeos de eventos e turismo.

Hoje ela trabalha e estuda na Unisul, campus da Pedra Branca, em Palhoça, onde é editora de imagens do telejornal laboratório Metropolitano e formanda do Curso de Cinema e Vídeo.

O curta-metragem Por Causa do Papai Noel faz parte do projeto de final de curso da estudante. Mara Salla ainda planeja um projeto maior: desenvolver outros curta-metragens inspirados em obras de escritores do Rio Grande do Sul e do Paraná, valorizando a cultura e a literatura sulbrasileira.

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(Tá que três dos cinco parágrafos são meus e eu não levei crédito, mas enfim...)

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Parabéns, Mara! Sei que este é o primeiro de muitos lindos projetos que vêm em seguida.
Com amor e admiração.


4.4.05

Hoje é um dia importante. Sairá em algumas horas o resultado de um edital do MinC, em que concorre um curta-metragem chamado Por Causa do Papai Noel, da minha querida Mara Salla. Esse projeto foi aprovado em uma pré-seleção que escolheu nove trabalhos, e hoje sairão os nomes dos cinco finalistas. A quem puder, peço que torça por ele e que envie boas energias, é muito importante e especial, além de ser um trabalho lindo.
Com tempo falo mais dele aqui.


3.4.05

Dia de terminar a sopa, o brigadeiro e comer a pizza de ontem à noite.
Acho que não poderei ir ao teatro. E eu queria tanto...


2.4.05

Ontem assisti a um show fantástico. Homenagem a Tom Jobim, com os músicos Yamandú Costa, Armandinho, Paulo Moura e Robertinho Silva, do projeto Natura Musical. Muito bom! Show instrumental, o melhor som, as músicas nem se fala, no teatro que mais amo em Florianópolis - como se tivéssemos muitos -, Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura. Uma super energia vinha daquele palco e eu saí, claro, encantada. E adoro me encantar com as coisas. :)
Amanhã assistirei a uma peça de teatro, Coração Delator, baseado no conto homônimo do escritor Edgar Allan Poe, que já li e adorei.

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Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais. Mocidade é isso aí, sabia?
[Caio Fernando Abreu no conto Dama da noite]


1.4.05

O que dizer dos dias? É quando me perguntam como vai?, que percebo que não sei o que dizer, talvez por não ter mesmo nada a dizer. Gosto da leveza, embora eu mesma não saiba ser leve. Acho que ninguém quer saber. Pessoas não querem saber como vai nada, não querem saber o que se tem a dizer. Os dias acabam vazios, e é estranho que este mesmo vazio seja responsável pela falta de leveza. (Era o que preenchia que tornava leve). Tenho medo do tempo que passa, tenho medo do acúmulo de dias que se soma à minha história, mudando sempre o que nunca consigo entender. Mas me cobro entendimento como se me fosse possível absorver tudo.
Ficam as coisas um pouco tristes e tudo me dá um tanto de pena. Não deixo de ter esperança, que é combustível pra vida, como amor. Não deixo de acreditar nem em mim, mesmo que eu me decepcione seguidas vezes, ou que não consiga ser pra mim nem minimamente previsível.


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