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30.4.05
Comprei uma panela para fazer fondue.
Sempre quis uma panela de fazer fondue e companhia para o fundue.
Hoje eu tenho.
Fondue, cobertor, vinho e a melhor companhia.
Daise :: 18:39
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28.4.05
Acarinho coração com palavras, olhos com beijos. Seguro firme tua mão, sinto-me segura. Calma boa, sonhos doces, brilho nos olhos - um brilho sem fim, brilho de sol. Gosto de brincar de ser sol, de aquecer, de procurar, de (re)nascer toda manhã. Gosto dos dias e do futuro, da esperança de dias bons. Da certeza dos muitos sorrisos, dos muitos abraços, afagos, colos e ninhos que faço em ti.
Sou hoje como flor pequena e amarela, te esperando passar para exalar meu melhor perfume. Sou como pássaro pousado em galho de árvore, a entonar meu melhor canto, que é sempre uma nova declaração de amor.
Minhas raízes de flor estão plantadas no terreno do teu coração.
Daise :: 08:58
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16.4.05
Contruo-me hoje em leituras, em palavras, numa sopa de letras que não degusto. Cresço quando sobe o sol no céu. Sonho alto, na altura de nuvens que parecem sobremesa, linda, sobre a mesa atrás da vitrine. Comida para os olhos. Volto às leituras, que me saciam mas não matam a fome que me consome. Desço um pouco como sol em fim de tarde. Minha preguiça é o que não quero. Um cobertor, a janela - fechada, para que não entrem ruídos que se fazem na rua. Meu silêncio e a caneta. Busco palavras, escrevo leituras, deito, construo. Sou inteira feita de desejos.
Daise :: 10:05
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11.4.05
Quando na rua sentires um raio de sol beijar teus lábios... sou eu.
Daise :: 21:59
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7.4.05
Saiu mais uma matéria sobre o filme da Mara. Como sou a jornalista responsável por toda a divulgação (além de fã incondicional) desse trabalho, e também porque adorei a matéria de hoje, copio aqui pra que todos leiam, já que ela "entra" mais no espírito do filme, digamos, e pode dar uma noção melhor sobre ele (para deixar todos doidos para assistirem). :)
A matéria é de um querido amigo, Luiz Christiano, e saiu na capa do carno Anexo do jornal A Notícia de hoje.
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CINEMA LITERÁRIO
Estudante catarinense recebe R$ 30 mil do Ministério da Cultura para realizar curta-metragem sobre a formação da escritora Urda Alice Klueger
A estudante de cinema Mara Salla é um dos cinco contemplados pelo prêmio provido pelo Ministério da Cultura para trabalhos de conclusão de curso na área. Com o resultado, divulgado esta semana, Mara terá R$ 30 mil à disposição para parte da produção de "Por Causa do Papai Noel", curta-metragem baseado na obra da escritora blumenauense Urda Alice Klueger que pretende concluir em agosto.
O namoro entre a literatura e a tela são duas fortes paixões da estudante - na verdade, uma experiente diretora à espera do diploma, que deve vir em julho, após a conclusão do filme. A produção traz a história de como Urda se encantou com a literatura, quando acidentou-se de bicicleta e ficou sem poder andar por um tempo. Durante esse tempo, sentava-se sobre uma toalha no jardim da casa e lia páginas e páginas de livros. "Entre 12 e 13 anos, Urda não lia por autor preferido ou por obra, mas pela seqüência da prateleira", conta Mara, sobre a fome literária da escritora homenageada.
"O filme mostra a importância do livro na vida de uma pessoa e se estende para a abertura dos rumos que todos têm quando se relacionam com eles", sintetiza, lembrando que foi assim - mergulhada na literatura, enquanto os ferimentos da queda de bicicleta não lhe deixavam andar - que Urda entrou nos caminhos das letras.
Como se não bastasse a trilha de sucesso, Mara conta que a escritora mostrará sua criatividade também na tela, interpretando uma professora. "A importância dela é total, sempre me deu carta branca para a adaptação, eu era incentivada a criar algo diferente o tempo todo", não cansa de elogiar a cineasta e estudante.
A captação de imagens deve começar ao fim de maio e ocorrerão em São Pedro de Alcântara, terra de colonização alemã, semelhante à Blumenau da infância de Urda. Para acertar o local das filmagens, Mara valeu-se de sua polidez e diplomacia, além de uma boa pitada de "cara-de-pau". "Quando achava uma casa que tinha a ver com o que eu queria, batia na porta e pedia para usar no filme", revela a estratégia, não se esquecendo de citar a receptividade generosa de moradores do município.
CRIAÇÃO
"A idéia nasceu numa disciplina ministrada no curso pela professora Tatiana Lee, quando manifestei a vontade de exercitar a adaptação. Acabei conhecendo a escritora meio que por acaso, pelas páginas do jornal, escrevi por e-mail relatando da vontade de fazer a adaptação de uma obra dela", esmiúça sobre a origem do projeto.
Após alguns contatos, Urda enviou a Mara os livros "No Tempo das Tangerinas" e "Contos de Natal e Histórias da Minha Avó". "Escolhi `Por Causa do Papai Noel` porque tinha brechas para a criação. Não é uma adaptação literal", esclarece.
Os planos, no entanto, só se firmaram após consultar a professora e cineasta Cláudia Aguirre, que a orienta no trabalho de conclusão do curso. "Embora esteja trabalhando há dois anos no projeto, foi na orientação que aprofundei. Se ganhei o prêmio foi graças ao apoio de Cláudia", lembra.
VERBA
Os R$ 30 mil são destinados à compra de filme, revelação e ampliação. A verba é promovida pelo Programa de Apoio à Produção de Trabalhos de Conclusão de Cursos de Cinema e Audiovisual 2004, realizado em parceria com o Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual (Forcine).
O restante dos recursos deve ser provido de outras formas, inclusive com apoio da universidade. "Vou ficar batendo na porta de empresários", avisa.
Daise :: 20:31
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5.4.05
Ontem o dia fechou com uma notícia maravilhosa. O projeto "Por Causa do Papai Noel", de quem falei ontem, no post abaixo, ficou entre os cinco finalistas de um edital do MinC, e poderá ser feito em película. Este é o projeto de conclusão de curso dela, cuja equipe integro, e agora poderá ser feito em película.
Abaixo a matéria que saiu hoje no Jornal de Santa Catarina sobre o filme.
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Das páginas para o vídeo
Crônica da escritora blumenauense Urda Klueger inspira roteiro premiado - Por Magaléa Mazziotti
O que um livro pode fazer com o leitor? As possibilidades são infinitas. No caso da estudante de Cinema do 8º período da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Mara Salla, o encantamento pela obra da escritora blumenauense Urda Alice Klueger será transformado em filme. E não um filme qualquer. O roteiro, uma adaptação da crônica Por Causa do Papai Noel, conseguiu figurar entre os cinco premiados pelo Programa de Apoio à Produção de Trabalhos de Conclusão de Cursos de Cinema e Audiovisual 2004, do Ministério da Cultura. Os premiados receberão uma verba de R$ 30 mil.
Independente do resultado, Mara Salla iria gravar a história. Dentro do cronograma da estudante, as gravações do filme estão marcadas para os dias 21, 22, 23 e 24 deste mês, em São Pedro de Alcântara. O município foi escolhido por lembrar a Blumenau dos anos 60. Além disso, o município é mais próximo de Florianópolis, o que implica em reduções de custo do projeto. Segundo a estudante, todos os envolvidos com o filme (da escritora ao município de São Pedro de Alcântara) estão contribuindo para o sucesso do filme. "É um projeto encantado, estou muito feliz com todo o apoio que tenho recebido", destaca. Para retribuir o apoio, Mara Salla planeja lançar o filme ao ar livre em Blumenau e em São Pedro de Alcântara. "Na película será mais fácil projetar", comemora a estudante.
Outros projetos
Mara Salla, 36, é uma gaúcha de Arvorezinha, interior do Rio Grande do Sul. Veio para Santa Catarina, morar em Florianópolis, em 1987, onde vive até hoje. Já trabalhou como cinegrafista e teve uma produtora que fazia vídeos de eventos e turismo.
Hoje ela trabalha e estuda na Unisul, campus da Pedra Branca, em Palhoça, onde é editora de imagens do telejornal laboratório Metropolitano e formanda do Curso de Cinema e Vídeo.
O curta-metragem Por Causa do Papai Noel faz parte do projeto de final de curso da estudante. Mara Salla ainda planeja um projeto maior: desenvolver outros curta-metragens inspirados em obras de escritores do Rio Grande do Sul e do Paraná, valorizando a cultura e a literatura sulbrasileira.
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(Tá que três dos cinco parágrafos são meus e eu não levei crédito, mas enfim...)
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Parabéns, Mara! Sei que este é o primeiro de muitos lindos projetos que vêm em seguida.
Com amor e admiração.
Daise :: 15:59
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4.4.05
Hoje é um dia importante. Sairá em algumas horas o resultado de um edital do MinC, em que concorre um curta-metragem chamado Por Causa do Papai Noel, da minha querida Mara Salla. Esse projeto foi aprovado em uma pré-seleção que escolheu nove trabalhos, e hoje sairão os nomes dos cinco finalistas. A quem puder, peço que torça por ele e que envie boas energias, é muito importante e especial, além de ser um trabalho lindo.
Com tempo falo mais dele aqui.
Daise :: 09:19
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3.4.05
Dia de terminar a sopa, o brigadeiro e comer a pizza de ontem à noite.
Acho que não poderei ir ao teatro. E eu queria tanto...
Daise :: 13:34
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2.4.05
Ontem assisti a um show fantástico. Homenagem a Tom Jobim, com os músicos Yamandú Costa, Armandinho, Paulo Moura e Robertinho Silva, do projeto Natura Musical. Muito bom! Show instrumental, o melhor som, as músicas nem se fala, no teatro que mais amo em Florianópolis - como se tivéssemos muitos -, Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura. Uma super energia vinha daquele palco e eu saí, claro, encantada. E adoro me encantar com as coisas. :)
Amanhã assistirei a uma peça de teatro, Coração Delator, baseado no conto homônimo do escritor Edgar Allan Poe, que já li e adorei.
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Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais. Mocidade é isso aí, sabia?
[Caio Fernando Abreu no conto Dama da noite]
Daise :: 13:23
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1.4.05
O que dizer dos dias? É quando me perguntam como vai?, que percebo que não sei o que dizer, talvez por não ter mesmo nada a dizer. Gosto da leveza, embora eu mesma não saiba ser leve. Acho que ninguém quer saber. Pessoas não querem saber como vai nada, não querem saber o que se tem a dizer. Os dias acabam vazios, e é estranho que este mesmo vazio seja responsável pela falta de leveza. (Era o que preenchia que tornava leve). Tenho medo do tempo que passa, tenho medo do acúmulo de dias que se soma à minha história, mudando sempre o que nunca consigo entender. Mas me cobro entendimento como se me fosse possível absorver tudo.
Ficam as coisas um pouco tristes e tudo me dá um tanto de pena. Não deixo de ter esperança, que é combustível pra vida, como amor. Não deixo de acreditar nem em mim, mesmo que eu me decepcione seguidas vezes, ou que não consiga ser pra mim nem minimamente previsível.
Daise :: 11:56
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