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31.7.09
Quando perco o sono,
invento pra minha madrugada o sonho que eu quiser.
Daise :: 10:12
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15.7.09
A poesia continua aqui dentro. Às vezes se mostra voluptuosa, voluntariosa, exibida. Às vezes brinca de se esconder, de espiar pelas frestas de mim, com olhos gulosos, mãos apressadas e curiosas.
Essa poesia – que é minha – é do mundo, é de quem a lê. É de quem me inspira um pensamento doce, uma lembrança morna, feito manhã de verão, feito abraço apertado e prolongado, pra ficar na memória e virar poesia um outro dia.
Daise :: 09:52
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14.7.09
A semana começa fria e traz promessas.
Esperanças vãs, possibilidades, prazeres, sussuros, segredos meus. Segredos com os quais me divirto por inventá-los, colori-los, desenhá-los ao meu modo e gosto.
Segredos que são sussurros em fim madrugada.
São segredos, ou sonhos que não terminei de sonhar?
São saudade de um passado que não me canso de reinventar, memória nova, desconstruída e refeita, modelada ao prazer do momento.
Memória que se constrói no correr dos dias, também. Que depois vira matéria de novos sonhos – e do passado que ainda vai ser.
Daise :: 16:23
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13.7.09
bilhete
Não posso falar nem escrever o que sinto. Mantém-se segredo, doído, calado e quieto dentro de mim.
Fica como o sonho bom deste sábado frio e vazio, já diferente, desacostumado, um sábado que não quero repetir.
Quero mais dança, som, sorrisos, quero até o que eu preferiria que não houvesse. Quero dizer e não posso, mas demonstro, e há quem o saiba entender.
Sinto falta de quem entende. E disfarça.
Daise :: 11:00
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9.7.09
Hoje eu quero ler histórias.
Hoje fico com a ficção; a cama e os sonhos; a memória que eu construo e não vai acontecer.
Detenho-me na lembrança do sonho que me acordou no seu melhor. Sou suspensa, etérea, fumaça que se dissipa, se apaga. Passo despercebida, ainda que não queira.
Livros, histórias, palavras que não pronuncio, com medo de que me entreguem.
Ando com cuidado, medindo ações, cuidando das atitudes e desperdiçando vida.
O que pedi, ao deitar, concretizou-se no sonho, e desconheço o colo que me amparou, as palavras que me consolaram, o olhar onde repousava o velho amor, já conhecido meu (distante, porém).
Acordo diversa, semidesperta, flutuando nessa névoa de sonho, medo e lembrança.
E, confusa, arrasto as horas do dia, sem saber para onde vamos – eu e as horas minhas.
[4.7.09]
Daise :: 11:12
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6.7.09
mulher
Não importa o nome que tenha. Hoje atende por vertigem. Hoje, qualquer desejo a acordaria, a atrairia, porque ela é realização, é querer mais, o que de direito – buscar o que quer.
Hoje é coragem. E memória. É um caminho traçado a poesia, sorriso e música. Tão diferente. Diversa. Conhecida. A mesma outra vez. E outra; a que mais lhe agrada ser. E é. Aquilo que alegra, desenho bonito na folha em branco solta no vento.
Menina, sorriso tímido. Mulher, olhar atrevido.
Todas.
Leva dentro de si a essência do feminino e anda distraída, brincando de experimentar.
Daise :: 17:19
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